domingo, 12 de dezembro de 2010
segunda-feira, 1 de novembro de 2010
Ando tão cansada de estar cansada e reclamar da angustia, dor e aperto no peito e segunda de manha acordar sorrir comer, sobreviver e dormir pra reclamar. não ta certo.
aperto tudo isso muito forte entre minha mão até não sobrar quase nada, enfio no bolso da minha camiseta do lado do meu coração, e pronto, acabou.
E eu vou ficar aqui pra que? Pra mendigar aos outros momentos de alegria? Para procurar no fundo da fonte moedinhas de esperança?Deixar tudo pra trás e sair pela porta da frente sem se preocupar se o gás ta desligado ou se a janela ta fechada, é perigoso, é sinal que você nunca mais voltará para lá. Eu leve e branca como uma folha de caderno velho, pronta pra se escrita de novo me adaptar ao meio, mas sei que a qualquer hora despreocupada sairei voando de novo, mas sempre levo marcas do que fui, palavras escritas com muita força que acabam por marcar o livro inteiro. E são essas marcas que fazem o que eu sou agora, abandono tudo que me cansa como se não me doesse nada,um adeus sem especulações, um atraso e nunca mais apareço. E dói. Dia e noite dói, madrugadas de domingo suando de baixo desse cobertor que nunca muda, dói. Mas me camuflo tanto que arranjo outra personalidade pra vestir e saio pelas ruas, digo que talvez seja questão de sobrevivência, ou então minha verdadeira essência não gosta de rotina,ou talvez...
Eu nunca sei o que me sobra, quando a chuva ameaça e o cinza do céu me faz pensar eu não sei o que sou, sinto como se fosse um amontoado de rascunhos escritos em folha a4 amassadas numa escrivaninha escura, rascunhos juntos e sujos, letra feia escrita com caneta azul que sempre mancha, palavras difíceis de serem lidas, sou sempre o rascunho.
e você só vai acreditar quando eu estiver num ónibus sujo de terra a caminho do nada,quando eu não atender mais o telefone, você só ira acreditar quando o semblante do meu rosto começar a desaparecer da sua memória. E eu vou estar longe numa folha qualquer com uma caneta qualquer , talvez eu escreva, talvez eu chore, mas eu não volto.
domingo, 19 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Eles não queriam deixar escapar, ela sempre pintava um sorriso no rosto e punha sua armadura, vez em quando deixava o sorriso cair na rua , mas só de vez enquando. Ele que sempre apoiava-se naquele sorriso vez enquando também caia, mas ela sempre dava um jeito de estender suas mãos, mesmo cansada. E sobreviviam assim, andando na corda bamba da um felicidade instável, de uma esperança que lhes parecia tão solúvel. Era bonito de ser ver, aqueles dois viviam assim aos trancos e barrancos mas nunca sozinhos.
quinta-feira, 26 de agosto de 2010
Engraçado que os consolos que escuto é que a vida é assim , e por mais que não queiramos devemos nos acostumar. porque devemos nos acostumar? porque o mundo é assim sendo que todas as pessoas, penso, tem a tendência a querer ser feliz. Então porque acomodar essa dor no peito?
Ah, e tudo que eu falo , escrevo é tão vago. Penso que talvez seja assim mesmo sabe? ir aguentando, empurrando com a barriga , de vez enquanto colocar um gelinho no lugar dos tapas, e assim é. Até chegar um ponto que você se sente feliz, ou se sente obrigado a ser feliz ,e para.
Mas uma coisa eu lhe digo, se chegar a esse ponto, faça o favor de ficar. Agora entendo quando me falavam que o mundo aqui fora não era fácil.
Nosso grande erro, meu erro alias, é tentar achar solução para o que não tem volta.Meu problema é ficar ali ó, tentando achar respostas, tentando mudar as coisas, as pessoas. O grande erro foi eu ter saído do meu mundinho e ir para a terra dos adultos. É, antes tivesse ficado, e amarrado uma fita preta nos olhos,nada veria e pronto.
Mas não foi assim,e talvez se eu não sentisse tanto na pele, as questionaçoes seriam ainda mais vagas. Se não me doessem tanto as feridas que fiz no caminho era só colocar um band aid e pronto. Mas me doem todas as palavras não ditas, todos os olhares tristes, todas as angustias todas as respostas não dadas, me doí nossas rotinas, me doí esse silencio.me doe muito.
Mas é isso , continuaremos , não? e assim será. Teremos momentos claro, que a ferida vai doer mais, mas logo passa, você continua e só vai lembrar da ferida quando olhar pra ela.Ela não sangra, nem nada. Doer ela doí de vez enquanto, mas veja é só a gente não olhar. E assim , como eu to empurrando, seja com a barriga ,com os braço ou a alma, você também vai empurrar sua vida. Chega certa hora que simplesmente aquietar o coração e esperar que as coisas mudem (provavelmente não) é a melhor saída.
quarta-feira, 18 de agosto de 2010
Estou te enchendo? acho que sim. Eu percebi uma coisa amigo, entro na vida das pessoas, mas elas em especial arrancam parte de mim sabe? . Acho que estou confundindo você.
Eu só queria te disser que você entrou em mim.E que eu quero vive-lo senti-lo,e as vezes atrapalho. porque não estas para mim como eu estou para você.