segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

é por puro medo que não te ligo, nem orgulho e nada disso .
é por puro medo de você não me atender.
eu não posso viver de palavras meu bem
por isso entre noites e risadas altas eu procuro algo
se você não me vem, eu tenho que ir
será que você entende?

domingo, 16 de janeiro de 2011

Vivendo uma vida que não era dela
vestindo-se de alegria
lá vai ela para mais um dia...
Ele não tem nada e mesmo assim me parece feliz, me sorri um sorriso sem dente pedindo algum trocado, ele agradece tão gentilmente e toma seu café tão leve... senti tanta inveja naquele momento estado de espírito não se compra,merda.

domingo, 12 de dezembro de 2010

O calor , as gostas de suor fazendo caminho pelo corpo. Um amontoado lembranças e papeis jogados ao chão e por dentro um vazio. Caminhando faz tempo, talvez uma vida inteira e agora encontro-me com o nada, não é fácil chegar a esse estado. Abrir mão de terras seguras, pessoas de sorrisos amarelos porem simpáticos e telefonas de 30 segundos é como andar descalços num asfalto quente sem poder correr, sem poder chorar.Não tenho nada para me apoiar, e mesmo assim me sinto forte.

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

eu ando tão cansada, sinto uma falta enorme do que nunca existiu. Uma angústia que não tem jeito.
Ando tão cansada de estar cansada e reclamar da angustia, dor e aperto no peito e segunda de manha acordar sorrir comer, sobreviver e dormir pra reclamar. não ta certo.
aperto tudo isso muito forte entre minha mão até não sobrar quase nada, enfio no bolso da minha camiseta do lado do meu coração, e pronto, acabou.

E eu vou ficar aqui pra que? Pra mendigar aos outros momentos de alegria? Para procurar no fundo da fonte moedinhas de esperança?Deixar tudo pra trás e sair pela porta da frente sem se preocupar se o gás ta desligado ou se a janela ta fechada, é perigoso, é sinal que você nunca mais voltará para lá. Eu leve e branca como uma folha de caderno velho, pronta pra se escrita de novo me adaptar ao meio, mas sei que a qualquer hora despreocupada sairei voando de novo, mas sempre levo marcas do que fui, palavras escritas com muita força que acabam por marcar o livro inteiro. E são essas marcas que fazem o que eu sou agora, abandono tudo que me cansa como se não me doesse nada,um adeus sem especulações, um atraso e nunca mais apareço. E dói. Dia e noite dói, madrugadas de domingo suando de baixo desse cobertor que nunca muda, dói. Mas me camuflo tanto que arranjo outra personalidade pra vestir e saio pelas ruas, digo que talvez seja questão de sobrevivência, ou então minha verdadeira essência não gosta de rotina,ou talvez...

Eu nunca sei o que me sobra, quando a chuva ameaça e o cinza do céu me faz pensar eu não sei o que sou, sinto como se fosse um amontoado de rascunhos escritos em folha a4 amassadas numa escrivaninha escura, rascunhos juntos e sujos, letra feia escrita com caneta azul que sempre mancha, palavras difíceis de serem lidas, sou sempre o rascunho.

e você só vai acreditar quando eu estiver num ónibus sujo de terra a caminho do nada,quando eu não atender mais o telefone, você só ira acreditar quando o semblante do meu rosto começar a desaparecer da sua memória. E eu vou estar longe numa folha qualquer com uma caneta qualquer , talvez eu escreva, talvez eu chore, mas eu não volto.