terça-feira, 24 de maio de 2011


Esse gostar de você, me empobreceu muito nesses últimos tempos. Não me reconheço mais, não gosto mais tanto de mim e as vezes me vejo ajoelhada procurando migalhas do que poderia ser o nosso amor.
Isso deveria ser proibido, me esquenta a face e molha os olhos todas as vezes que eu lembro da frieza vindo de você, que vez ou outra encontra no meu coração o seu deposito. Enche até não aguentar mais, até que eu peça pelo amor de Deus para parar.Só paro porque há o risco enorme de explodir com a minha alma, porque para mim,melhor sua frieza do que nada.
Isso é triste, sinto-me frequentemente triste ,estou triste. Meu consolo é falar com você, imaginar encontros, imaginar nossos poemas, seu calor e sua textura.Mas, quando abro os olhos , não me resta nada.

sexta-feira, 20 de maio de 2011


E eu vou ficar aqui pra que? Pra mendigar aos outros momentos de alegria? Para procurar no fundo da fonte moedinhas de esperança?Deixar tudo pra trás e sair pela porta da frente sem se preocupar se o gás ta desligado ou se a janela ta fechada, é perigoso, é sinal que você nunca mais voltará para lá. Eu leve e branca como uma folha de caderno velho, pronta pra se escrita de novo me adaptar ao meio, mas sei que a qualquer hora despreocupada sairei voando de novo, mas sempre levo marcas do que fui, palavras escritas com muita força que acabam por marcar o livro inteiro. E são essas marcas que fazem o que eu sou agora, abandono tudo que me cansa como se não me doesse nada,um adeus sem especulações, um atraso e nunca mais apareço. E dói. Dia e noite dói, madrugadas de domingo suando de baixo desse cobertor que nunca muda, dói. Mas me camuflo tanto que arranjo outra personalidade pra vestir e saio pelas ruas, digo que talvez seja questão de sobrevivência, ou então minha verdadeira essência não gosta de rotina,ou talvez...

Eu nunca sei o que me sobra, quando a chuva ameaça e o cinza do céu me faz pensar eu não sei o que sou, sinto como se fosse um amontoado de rascunhos escritos em folha a4 amassadas numa escrivaninha escura, rascunhos juntos e sujos, letra feia escrita com caneta azul que sempre mancha, palavras difíceis de serem lidas, sou sempre o rascunho.

e você só vai acreditar quando eu estiver num ónibus sujo de terra a caminho do nada,quando eu não atender mais o telefone, você só ira acreditar quando o semblante do meu rosto começar a desaparecer da sua memória. E eu vou estar longe numa folha qualquer com uma caneta qualquer , talvez eu escreva, talvez eu chore, mas eu não volto.


Estava lendo meus antigos textos e bom, tive que postar esse de novo.

segunda-feira, 16 de maio de 2011

''E então eu me pergunto: Qual é a guerra? Existem pelo menos algumas centenas de chances que se levantam todos os dias com o amanhecer e sem que ninguém ouça, elas tramam um jeito de nos agarrar pelos olhos. Então eu simplesmente não vou mais chorar. Porque enquanto meus dedos acarariciam a terra ou as gotas de chuva formam cirandas sobre as poças, a vida acontece de forma milagrosa, todo-sempre. O orvalho continua sua prosa com as pétalas todas as manhãs. O velhinho despreocupado com seu cão mais apressado passeiam pela rua. A mãe divide a comida com os filhos. Vejam, na última página do jornal, numa imagem pequenina, um bombeiro oferece água ao filhote de urso salvo do incêndio! O time que perdeu. A chuva de estrelas cadentes. O filho que não volta para casa. Justificar é a guerra. Tudo o que alguém não pode ser ou deveria ter sido nos devora e enrouquece. Porque olhar nos olhos é o mais íntimo que podemos chegar de alguém e aconteça o que acontecer, já sabemos. Já fomos tocados. O silêncio é a gente. Só que maior. Eu só sei isso, só sinto isso. A vida é a chance. Encontrar um culpado quando o que mais queremos, mais que tudo no mundo é estar de mãos dadas, assistindo o céu da varanda, com todos os defeitos que possamos ter, é a guerra. Esse silêncio que somente parece dizer não, é a guerra. Porque pela madrugada, sozinhos, algo dentro da gente ainda parece pedir um abraço!"

domingo, 15 de maio de 2011



E eu continuo fantasiando,fantasio nosso primeiro encontro nosso primeiro beijo, seus olhos fechando toda vez que a boca alardei um lindo sorriso.Fantasio seu cheiro, fantasio sua pele ,suas mãos grossas segurando meu braço e sua respiração ofegante. Qual será o som do seu sorriso? o que faz seu corpo tremer? o que pensa antes de dormir? Fantasio e fantasio...
Se você me desse alguma certeza, tudo seria mais fácil.

sábado, 14 de maio de 2011


"(...)Tomara que a gente não desista de ser quem é por nada nem ninguém deste mundo. Que a gente reconheça o poder do outro sem esquecer do nosso. Que as mentiras alheias não confundam as nossas verdades, mesmo que as mentiras e as verdades sejam impermanentes. Que friagem nenhuma seja capaz de encabular o nosso calor mais bonito. Que, mesmo quando estivermos doendo, não percamos de vista nem de sonho a ideia da alegria.
Tomara que apesar dos apesares todos, dos pesares todos, a gente continue tendo valentia suficiente para não abrir mão de se sentir feliz."

(Ana Jácomo, fragmento do texto Tomara)

sexta-feira, 13 de maio de 2011

No banho, entre gostas de água doce e salgada caíram sobre meus ombros dezenas de textos formados em minha mente, prontos para serem escritos. Senti uma vontade súbita e impulsiva de escrevê-los , porém com a mesma rapidez que me veio foi embora. Escrever pra que? Para quem? Para aliviar minhas pequenas dores? Sinto muito, eu não sei pelo o que estou lutando se é que estou lutando. Tenho a impressão que finjo tudo. Sorriso, força, simpatia tudo para me manter num padrão inalcançável de pureza. Mas nunca consigo, sempre falta algo. E sei exatamente o que me falta, e sei que procuro isso nos lugares e coisas erradas. Talvez se eu conseguisse admitir meus erros e falhas, e admitir que sei o que me falta me doeria a alma o peso do erro. Pois se eu achar aquilo que me falta e mesmo assim não me completar o que isso significa? Lutei tanto pelas coisas erradas? Doeram-me dores imaginárias?

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Estou com vontade de sentar e chorar demasiadamente e desesperadamente por dias inteiros. não é exagero. Perdi algo que era muito importante, mas nem ao menos sei o nome disso. Grande parte disso se deve a você, mas a maior parte se deve a mim mesma. Entenda que culpar alguém por isso tira um pouco de peso das minhas costas. Não quero mais escrever nada triste, nenhum desses textos que me apertam o coração, mas o que vem de dentro não me deixa explodir de alegria contínua. Me vem a cabeça que talvez eu esteja com algum problema no mecanismo de alegria, porque só me vem aos poucos,miudinha, cortadinha...