sexta-feira, 29 de julho de 2011
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Minhas mãos pequenas estão apertadas e presas envolvidas por uma corda imaginária.
Sim, há uma alma aqui dentro ainda.Mas o corpo está ficando cada vez mais vazio, chegará um dia que não sobrará nada. Sinto algo em mim indo embora sempre, saindo pelos meus olhos, pela minha boca,saindo por tudo que já foi meu.
Tenho que me encaixar rapidamente em algum lugar,tenho que procurar algo que preencha esses vazios. Mesmo que seja algo instantâneo.
Penso sempre que essa onda deprimente me atinge no ócio, somos tão sucessiveis ao tédio...
Tenho me sentindo cada vez mais um ser humano patético que é facilmente envolvido pelos braços da solidão. Eu faço pedidos de socorro discretos todos os dias,ninguém me escuta pois minha garganta doí quando eu falo, não consigo gritar.Estão me deixando sorrateiramente de lado, mas curvar as costas não faz meu estilo. Me mantenho em pé, recolho os pedaços de mim rapidamente. Me mantenho em pé, mas estou de dissolvendo.
Sim, há uma alma aqui dentro ainda.Mas o corpo está ficando cada vez mais vazio, chegará um dia que não sobrará nada. Sinto algo em mim indo embora sempre, saindo pelos meus olhos, pela minha boca,saindo por tudo que já foi meu.
Tenho que me encaixar rapidamente em algum lugar,tenho que procurar algo que preencha esses vazios. Mesmo que seja algo instantâneo.
Penso sempre que essa onda deprimente me atinge no ócio, somos tão sucessiveis ao tédio...
Tenho me sentindo cada vez mais um ser humano patético que é facilmente envolvido pelos braços da solidão. Eu faço pedidos de socorro discretos todos os dias,ninguém me escuta pois minha garganta doí quando eu falo, não consigo gritar.Estão me deixando sorrateiramente de lado, mas curvar as costas não faz meu estilo. Me mantenho em pé, recolho os pedaços de mim rapidamente. Me mantenho em pé, mas estou de dissolvendo.
quarta-feira, 27 de julho de 2011

"há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica aí dentro,
não vou deixar
ninguém ver-te.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu despejo whisky para cima dele
e inalo fumo de cigarros
e as putas e os empregados de bar
e os funcionários da mercearia
nunca saberão
que ele se encontra
lá dentro.
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado duro para ele,
e digo, fica escondido,
queres arruinar-me?
queres foder-me o
meu trabalho?
queres arruinar
as minhas vendas de livros
na Europa?
há um pássaro azul no meu coração
que quer sair
mas eu sou demasiado esperto,
só o deixo sair à noite
por vezes
quando todos estão a dormir.
digo-lhe, eu sei que estás aí,
por isso
não estejas triste.
depois,
coloco-o de volta,
mas ele canta um pouco lá dentro,
não o deixei morrer de todo
e dormimos juntos
assim
com o nosso
pacto secreto
e é bom o suficiente
para fazer um homem chorar,
mas eu não choro,
e tu?"
Charles Bukowski
terça-feira, 26 de julho de 2011
Doente de fome

Fome de tudo o que me falta, fome daquilo que parece que está pronto e não vem.
Eu quero respostas alguém tem que tê-las. Esse mundo é tão grande eu me sinto tão pequena e perdida, precisaria só de algumas respostas.
Qual é o segredo desse mundo? O que guarda essas pessoas robotizadas?Quero respostas mas meu corpo está quente demais. Sinto frio, essa cama é fria.
Minha fome não passa, quero sacudir alguém para acordar a minha mesma. Mas e se eu não acordar? quem é que guarda esse segredo?
Eu sei das minhas dores, infinitas porém minhas. Mas não sei das dores dos outros. Isso significa que eu tenho minhas respostas? Sinto muito frio,meu corpo está quente.
Estou doente, ninguém nessa cidade me escuta. Estou doente, ninguém nessa cidade quer me escutar.
"Com cuidado, com carinho, vou derramando gasolina sobre todos os objetos. Agora já não há dor nenhuma em lembranças de emoções como partidas, quartos vazios, separações. Não tenho mais emoção alguma. Sou só um corpo dotado de movimentos que vai derramando meticuloso a gasolina sobre os objetos. (...) Depois sento no chão, olho. Poderia chorar, ou pensar qualquer coisa funda, viva, forte. Não choro. Nem penso nada. Sou só um corpo sentado no chão de um pátio dentro de uma cidade qualquer, olhando para uma montanha de objetos encharcados de gasolina. Fico tempo assim, eu."
quarta-feira, 20 de julho de 2011
dormir em sereno ,e não em agonia.
dormir em sereno ,e não em agonia.
_________________________________
Despeça-mo triste por nunca ter sido verdadeira com você.Ofereço o meu adeus e espero que desta vez acolha.Será tão indolor que talvez nem perceba que eu abrindo a porta.
Sou triste, tenho uma alma contestável. Não faço da tristeza um apoio, mas a justifico pois o que me pesa nas costas é mais frequente do que o que alardeia os dentes. Isso não é ruim, ruim seria relutar contra isso tentando impor para mim mesma uma fantasia diária a fim de colorir um pouco minha vida.Não vou fazer isso, não mais.
Despeça-mo mas não com a certeza que não voltarei mais, minha despedida se dá pois abrirei outros caminhos.Você nunca foi meu de verdade e eu nunca fui sua por inteiro. É admirável as milhares de sensações que você causa, é admirável inúmeros textos o qual você é protagonista. São tristes minhas noites mal dormidas, é triste sua inconstância. Eu sou triste.
Tenho tantas palavras em minha garganta, tanta verdade a ser dita. E quem irá ouvir? Todos esses textos e todo esse punhado de vida são tão melancólicos.
Encontro você nesse texto confuso, me despeço silenciosamente. Recolho sem presa os pedaços dados, não tenho nada a devolver.
Assinar:
Postagens (Atom)
