terça-feira, 26 de julho de 2011

Teoria numero 1 - Se você quando criança leu muito Peanuts,tem sérias chances de ser depressivo na vida adulta.
"Com cuidado, com carinho, vou derramando gasolina sobre todos os objetos. Agora já não há dor nenhuma em lembranças de emoções como partidas, quartos vazios, separações. Não tenho mais emoção alguma. Sou só um corpo dotado de movimentos que vai derramando meticuloso a gasolina sobre os objetos. (...) Depois sento no chão, olho. Poderia chorar, ou pensar qualquer coisa funda, viva, forte. Não choro. Nem penso nada. Sou só um corpo sentado no chão de um pátio dentro de uma cidade qualquer, olhando para uma montanha de objetos encharcados de gasolina. Fico tempo assim, eu."

quarta-feira, 20 de julho de 2011

dormir em sereno ,e não em agonia.



dormir em sereno ,e não em agonia.

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Despeça-mo triste por nunca ter sido verdadeira com você.Ofereço o meu adeus e espero que desta vez acolha.Será tão indolor que talvez nem perceba que eu abrindo a porta.
Sou triste, tenho uma alma contestável. Não faço da tristeza um apoio, mas a justifico pois o que me pesa nas costas é mais frequente do que o que alardeia os dentes. Isso não é ruim, ruim seria relutar contra isso tentando impor para mim mesma uma fantasia diária a fim de colorir um pouco minha vida.Não vou fazer isso, não mais.
Despeça-mo mas não com a certeza que não voltarei mais, minha despedida se dá pois abrirei outros caminhos.Você nunca foi meu de verdade e eu nunca fui sua por inteiro. É admirável as milhares de sensações que você causa, é admirável inúmeros textos o qual você é protagonista. São tristes minhas noites mal dormidas, é triste sua inconstância. Eu sou triste.
Tenho tantas palavras em minha garganta, tanta verdade a ser dita. E quem irá ouvir? Todos esses textos e todo esse punhado de vida são tão melancólicos.
Encontro você nesse texto confuso, me despeço silenciosamente. Recolho sem presa os pedaços dados, não tenho nada a devolver.

terça-feira, 19 de julho de 2011

" E eu não devia te dizer
mas essa lua
mas esse conhaque
botam a gente comovido como o diabo. "

Poema de sete faces - Carlos Drummond de Andrade

segunda-feira, 18 de julho de 2011

passo dias de solidão e tortura,mas quando falo com você sei que minha pele e pelos tem dono.

domingo, 17 de julho de 2011


Os seus olhos fundos,com cor de tristeza me arrancaram daquele lugar.
Eu que não tenho nada para oferecer a ninguém ,apenas uma alma pronta a ser preenchida deparei-me com uma alma tortuosa.



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Ele estava sentado, e seu olhar parecia prender meu espírito para longe dali, tinha cabelos longos e os pés estavam pretos. Não queria dinheiro, queria fugir.
Quis lhe estender a mão,quis leva-lo para mim. Aquele olhar me congelou e não consigo achar palavras para descrever o frio que me percorreu o corpo naquele momento. Nem eu nem ele sabemos ao certo quanto tempo passamos ali a admirar o olhos fundos um do outro mas sei que interromper aquilo arrancou parte do meu ser.
Como pode existir tantos mundo paralelos assim? por que ele não fazia parte do meu? Por que ele estava ali naquela calçada suja, com o corpo sujo e com a alma tão limpa?
Meus passos agora tortos tornaram a seguir o percurso, mas meu coração gritava desesperadamente querendo voltar, minhas mãos queriam tocar as mão sujas daquele rapaz ,meus braços queriam acolher aquele corpo magro, queria entrelaçar minha vida na dele e no seu silencio.
Tenho em mim a sensação de impotência por não poder fazer nada, por estar num mundo tão distante que não nos permita aproximação.Mas aquele momento foi diferente, conseguimos quebrar todos os valores impostos, que aproximação maior existe do que ler o outro pelo olhar?
O que mais ele esconde? qual o peso que a vida lhe deu? há tantos outros como ele pelas ruas de SP, ele ficará bem?

terça-feira, 12 de julho de 2011

"Todas essas pessoas, sejam quais forem seus atos e obras, não têm propriamente uma vida, ou seja, sua vida carece de essência e de forma, não são heróis, nem artistas, nem pensadores da maneira como os demais homens são juizes, doutores, sapateiros ou mestres; sua existência é um movimento de fluxo e refluxo, está infeliz e dolorosamente partida e é sinistra e insensata, se não estivermos propensos a ver um sentido precisamente naqueles raros acontecimentos, ações, pensamentos e obras que brilham às vezes sobre o caos de semelhante vida.(...)"

(Hermann Hesse, in O Lobo da Estepe)