segunda-feira, 11 de abril de 2011
"Mas é que a verdade nunca me fez sentido. A verdade não me faz sentido! É por isso que eu a temia e a temo. Desamparada, eu te entrego tudo - para que faças disso uma coisa alegre. Por te falar eu te assustarei e te perderei? mas se eu nunca falar eu me perderei, e por me perder eu te perderia." (A Paixão Segundo G.H., Clarice Lispector)
domingo, 10 de abril de 2011
Ele tinha mais de 20 e poucos anos, e temia saber quase tudo. Ela estava prestes a ter uma das melhores idades, mas temia saber quase nada.Porém algo nela atraia ele, e algo nele fazia com que os desejos dela ficassem a flor da pele. Ele, rapaz bonito de sorriso atraente e dotes artísticos.Sabia discutir sobre politica,educação e arte.Com o passar dos anos se fechou em si, com seu conhecimento e impotência por não conseguir fazer nada além de reclamar. Ela, menina teimosa, tinha consigo todos os sonhos do mundo porém carregava dúvidas e incertezas como, qual caminho seguir ou quando seguir... Ela encontrou nele, tudo o que existia de ausência dentro dela.As perguntas já não eram tão dificieis quando feitas para ele, de um modo ou de outro ele conseguia fazer com que ela pensasse de um jeito tão mais limpo e tranquilo. Ele que sabia tudo de quase tudo, temia a cada conversa as perguntas daquela garota. Ela não aceitava um sim ou um não, tudo nela era profundo tudo precisava de um porque. E com 20 e poucos anos e amores, se viu fragio e patético a imagem de uma menina sorridente a qual os planos se encostavam nos seus. De todas as conversas o que mais lhe marcara era sua ansiedade,o coração com taquicardia e suas mãos frias e tremulas,pensou com ela mesma : Maldito, não poderia me deixar envolver... Embora ela pensasse nisso muitas e muitas vezes, sabia que suas mãos estavam atadas e que seu coração já se perderá a muito tempo. O que lhe doía era justamente a incerteza, não tinha um sim ou não, nem tão pouco um talvez, não tinha nada... Ele, com seus calos e realismo não estava assim tão disposto ou ansioso, conseguia manter-se no seu pedestal, criado para evitar quedas ou cortes profundos e pensava singelo consigo: Maldita, quer de qualquer jeito tirar meu equilíbrio... Mas ele sabia que o desejo dela não era esse, e que a pesar disso já o tirou a muito tempo.Mas ele estava fadigado, talvez não dela e sim de tudo. Pensava nisso por horas, e ela sabia que seu cansaço por parte se devia a ela. Ele a completava com as certezas, ela o completava com as dúvidas... Mas resolveu ir embora, pois não queria encontrar as respostas assim tão rápidas,ela quer que o vento as traga junto com outras incertezas. Ele continuou com seu discurso de sábio porém depressivo, que embora saiba tudo, não consegue se encontrar...
sábado, 9 de abril de 2011
Irmão
Meu menino cresceu não brinca mais comigo. Se guarda e nem quando eu chamo ele me serve de abrigo. Eu choro a lembrar das nossas histórias de criança,você sempre ganhava e mesmo assim foi embora. O tempo passou mas eu sinto tua falta, você está perto mais tão longe de mim. Queria protege-lo das dores que sinto mas sei que é impossível e que você já as sentiu. Entre frases jogadas nesse texto eu te encontro, e choro ao lê-lo e reconhecer a verdade. Minhas palavras não o atraem, e as suas as vezes tão ríspidas me machucam sem perceber. Me fecho cada vez mais, e você não me encontra. Você era o esconderijo que eu gostava de ter. Não sou tão legal quanto seus novos livros, e nem posso lhe dar o dinheiro que tanto deseja ter, mas eu tenho em mim a falta que você me faz . Queria de novo no seu colo deitar e pedir sua ajuda , queria que me ensina-se sobre a vida lá fora. Suas músicas tão bonitas já não as toca pra mim. Sua íris só brilha quando vê sua amada. Eu sei que já não me vê como sua pequena, que um dia você tanto quis proteger. Só queria voltar de novo a ser sua companhia e dividir contigo minhas risadas, não é pedir muito ter você irmão, de volta pra mim.
Uma carta
Queria gritar, as vozes abafadas por uma bala. Queria chorar as dores dos pais vendo seus filhos frios,caídos no chão . Queria falar as palavras que arranham a minha garganta enquanto as engulo. Eu queria...
Futuros roubados a troco de nada , e a única coisa que consigo escutar é seu sorriso sádico e pedidos de ajuda. Não me bateram, não me roubaram, mas arrancaram de mim uma parte que não volta mais. Não ouço mais a risada daquela garota, não vejo a menina sentada na sala, não poderei brincar de desvendar o futuro, você arrancou isso de mim.
A cada batida do meu coração eu sinto que falta aquela esperança , que "a pesar de" tudo dará certo. A cada tiro disparado, o dobro doeu em mim.
O impuros tão puros, culpados por um crime que nunca existiu. Você partiu. Poderia ter deixado boas recordações , mas agora só existe um rastro de sangue. O pano branco não foi usado com você, foi jogado por cima de 11 crianças. Os puros banhados por sangue.
Você não matou 11 crianças. você matou milhões de pais, milhões de jovens; você me matou. O escuro que criou-se em você não foi a religião que causou, não foi o excesso, não foram as palavras duras, os gritos e humilhações. Foi a falta de esperança que aos poucos foi tirada de você. Você conseguiu fazer o pior dos crimes, destruiu o que poderia nascer, desfez planos,tirou esperanças e esperas, você destruiu a incerteza, o futuro , as realizações , os sorrisos, você destruiu tudo com uma arma de mágoas, disparada contra o vários corações inclusive o meu.
Futuros roubados a troco de nada , e a única coisa que consigo escutar é seu sorriso sádico e pedidos de ajuda. Não me bateram, não me roubaram, mas arrancaram de mim uma parte que não volta mais. Não ouço mais a risada daquela garota, não vejo a menina sentada na sala, não poderei brincar de desvendar o futuro, você arrancou isso de mim.
A cada batida do meu coração eu sinto que falta aquela esperança , que "a pesar de" tudo dará certo. A cada tiro disparado, o dobro doeu em mim.
O impuros tão puros, culpados por um crime que nunca existiu. Você partiu. Poderia ter deixado boas recordações , mas agora só existe um rastro de sangue. O pano branco não foi usado com você, foi jogado por cima de 11 crianças. Os puros banhados por sangue.
Você não matou 11 crianças. você matou milhões de pais, milhões de jovens; você me matou. O escuro que criou-se em você não foi a religião que causou, não foi o excesso, não foram as palavras duras, os gritos e humilhações. Foi a falta de esperança que aos poucos foi tirada de você. Você conseguiu fazer o pior dos crimes, destruiu o que poderia nascer, desfez planos,tirou esperanças e esperas, você destruiu a incerteza, o futuro , as realizações , os sorrisos, você destruiu tudo com uma arma de mágoas, disparada contra o vários corações inclusive o meu.
sábado, 2 de abril de 2011
Não é vazio...
O que tem em mim não é vazio É um amontoado de coisas sem respostas Sentimentos sem nomes, mágoas acumuladas Que eu simplismente não consigo jogar fora. Me deixo levar pelo som do vento Repouso a cabeça no travesseiro, mas mesmo assim, Um grito impetuoso consegue derrubar todas as paredes contruidas Eu rezo baixinho a noite, mesmo quando chove Mesmo quando doi, eu peço hulmide que me limpe a alma Que me molhe por dentro Mas há dias que não chove nem aqui nem lá fora.
segunda-feira, 28 de março de 2011
Não sei o nome dele
Sentir-se pressionado é uma das piores sensações que uma pessoa pode ter, e sentir-se pressionado por si mesmo é ainda pior. Muitas vezes tenho vontade de fugir e jogar fora todas as cobranças,ideais ,objetivos... mas me sinto presa a algo, que não tem nome. talvez seja o parente mais próximo do medo. Já estive cara a cara diversas vezes com ele mas não o reconheci. Queria poder desistir de verdade, e não ter isso como uma opção invalida.Queria chorar o que guardo a cada palavra engulo a seco...mas algo em mim sempre insiste em tentar, por mais perdida que esteja a batalha,mesmo escutando o não diversas vezes. me pergunto porque o ser humano é tão bruto e burro consigo mesmo.
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