quinta-feira, 22 de setembro de 2011

sem textos porque doí escrever, dói afundar meus dedos nessas teclas para afirmar nosso fim.

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

-não,não ligo.Mas meu coração doí,você sabe.

sexta-feira, 16 de setembro de 2011

desapego

Vamos falar sobre política, sobre o trânsito em São Paulo ,qualquer coisa que não seja coração
Podemos comentar sobre o tempo, últimos acontecimentos,sobre a vida de alguém
eu só não quero que por sútil desengano entre risadas pausadas, lembrar daquele rapaz
A noite onde tudo é traiçoeiro eu minto pro travesseiro e digo que está tudo bem
De manha entre uma piscada lenta e outra, flahs me vem a mente e como movimento involuntário pego um livro,troco de roupa,tomo um banho ou afogo você no meu café.
E todas essas pessoas, que mal estar que me causam sempre, apertadas sem ao menos saberem onde é o seu canto,não me acho nelas e em lugar algum. Procuro uma saída e não a encontro nessas linhas de fuga, fotografias,danças,músicas eruditas ou textos do Caio, tendo sempre pro seu lado.
Prendo rapidamente meus pés no chão, a vida passa, descola vagorazamente dedo por dedo,vou pra longe sem rumo,desfeita,porém nova.Caminhando patética rumo a lugar nenhum, caminhando sem você.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Da fartura a escassez,das certezas o desengano

Fez-se os olhos molhados afogados no travesseiro
Os nos apertados tornara-se laços de menina
E todo esforço se faz invalido frente a situação
Se antes ardia o peito, hoje, todos meus ossos queimam
Pesados e tremulos, rascunhos sujos do medo
Dos anseios pelos beijos veio as ânsias de vomito
A busca pelo sol tornou-se quarentena da neblina
O prazer tende a apertar minha jugular e eu sempre sufoco
Da ajuda,o socorro,o desespero
Ninguém me salva.

domingo, 11 de setembro de 2011

Doí por um fim em coisas não concretas

Sabemos que por mais que hajam palavras,esforços ou choros é ao seu encontro que vou quando adormeço, e é ao meu que me voce vem toda a noite.
Que coisa incerta essa nossa paixão, pergunto-me sempre como consegues arrancar meu espirito e logo depois me encher de luz.Ah, talvez se nossas trocas de energias não fossem tão intesas, seu amor chegasse com paz no meu coração.
Mas já foi, qualquer questinamento agora será vago e desnecessário, vi a face da dor,tendo que abrir mão do seu rosto.Perdi o seu melhor toque, mas você perdeu meus melhores olhares e sorrisos, como guardar tudo isso?
Nos nunca sabemos a hora do outro.É quando ouvir sua voz já não basta,e disser que te sinto já não é o suficiente.
textos,textos e mais textos e ainda tenho uma porção de coisa a serem ditas, textos e textos e um bolso cheio de mágoas.

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

Farei o possível para não amar demais as pessoas, sobretudo por causa das pessoas. Às vezes o amor que se dá pesa, quase como uma responsabilidade na pessoa que o recebe. Eu tenho essa tendência geral para exagerar, e resolvi tentar não exigir dos outros senão o mínimo. É uma forma de paz. Clarice Lispector
"- O que você fez? - indaga Camille.
- Eu escrevi pra ele, uns dias depois - suspira Luísa.
- Só isso? - insiste a amiga.
- Eu gostaria de ter batido nele naquela noite. Mas foi o que deu pra fazer..."

(Cadernos de Luísa, Vanessa Souza Moraes)